Filosofia no Ensino Médio como Interdisciplinaridade
e Ativação de Imagens
O que a fragmentação na grade curricular do Ensino Médio brasileiro conseguiu não foi uma didática mais acessível, mas simplesmente uma dispersão de conhecimentos, na qual cada disciplina parece ter uma fonte própria e isolada, ambientada em um mundo particular. E cada disciplina se dispersa ainda mais dentro de si mesma, apresentando um pedaço de sua realidade que prima apenas por uma exposição de tópicos e conceitos, que são como imagens com molduras e sem legendas numa enorme parede branca. Quem as vê e as memoriza, não sabe explicá-las, num sentido de causa e efeito, somente as identificar caso torne vê-las novamente. Não há, portanto, um incentivo a uma vontade de entendimento verdadeiro. É a formação, nos dizeres de Aristóteles, pelo “empírico” em vez de pelo “sapiente”, o que já começa como um erro grosseiro contra esse homem que tem por natureza desejar o saber das coisas como são e não apenas o reconhecimento por repetição do que ocorre.[...].
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